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[Sobre o teatro estático]
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Autor
Fernando Pessoa

Identificação

Titulo
[Sobre o teatro estático]
Titulos atríbuidos
Notas de edição
Idioma
Português
Edição

[BNP/E3, 18 – 115r]

 

Chamo teatro estático àquele cujo enredo dramático não constitui acção – isto é, onde as figuras[1] não só não agem, porque nem se deslocam nem dialogam sobre deslocarem-se, mas nem sequer têm sentidos capazes de produzir uma acção; onde não há conflito nem perfeito enredo. Dir-se-á que isto não é teatro. Creio que o é porque creio que o teatro tende a teatro meramente lírico e que o enredo do teatro é, não é acção nem a progressão e consequência da acção – mas, mais abrangentemente, a revelação das almas através das palavras trocadas e a criação de situações através {…}. Pode haver revelação de almas sem acção, e pode haver criação de situações de inércia, momentos de alma sem janelas ou portas para a realidade.

 

[115r]

 

P.S.

Mudei-me para a Rua Pascoal de Mello, 119, 3º, Dto, para onde o meu amigo devia dirigir correspondência.

 

 

[1] figuras /(fantoches)\

Classificação

Categoria
Literatura
Subcategoria

Dados Físicos

Legendas

Documentação Associada

Bibliografia
Publicações
Fernando Pessoa, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho, Lisboa, Edições Ática, 1966, p. 113.

Dados de produção

Cota
BNP-E3, 18 – 115
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