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The Detective Story
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Autor
Fernando Pessoa

Identificação

Titulo
The Detective Story
Titulos atríbuidos
Notas de edição
Idioma
Inglês
Edição

[BNP/E3, 100 – 27]

 

The Detective Story:

 

I.

 

A customary analysis, like (the system of) the universe, may be false but which, like it, has no better working substitute – has divided our psychic operations into the three sections of thought, feeling and will.

Seeing that this is the division of mental operations which must appeal to probability and dresses up like reasonableness, it is not to be wondered at that, in its application to clarify mental products, it stands staunchly by the reasoner. Any species of mental product can generally be divided into three genera, into whose |specific| distribution these three distinct orders of psychic phenomena |inevitably| enter.

The mental product called fiction can thus be divided, in this most rationally natural manner, into intellectual, sentimental and {…} fiction – the fiction,

 

[27v]

 

that is to say, that is respectively concerned with thought, with feeling, or with will[1] – or with intellectual efforts, sentimental {…}, or a {…}

 

_______

Fiction has for its purpose either (1) to describe action, referring to its maximum {…} or action, and to sentiments only in so far as they are purposes, sentiments, therefore, connected, directly linked, with action; or (2) to describe sentiments, that is, to apply itself rather than to describe action or study purposes, to throw its {…} with the thoughts and feelings that are not directly connected with action, scrutinizing clearly the feelings that accompany the intents and {…} of our purposes, and the precipitates that willing and thinking leave in the consciousness of self; or then (3) to describe {…}

 

 

[BNP/E3, 100 – 27]

 

A História Policial:

 

I.

 

Uma análise comum que, como (o sistema do) universo, pode ser falsa, mas, como ele, não ter um substituto que funcione melhor – dividiu as nossas operações psíquicas nas três secções do pensamento, sentimento e vontade.

Vendo que esta é divisão das operações mentais que deve apelar à probabilidade e se disfarça de racionalidade, não é de espantar que, ao aplicar-se para a clarificação de produtos mentais, permaneça firme no raciocinador. Qualquer espécie de produto mental pode geralmente ser dividido em três géneros, em cuja distribuição entram inevitavelmente estas três ordens distintas de fenómenos psíquicos.

O produto mental chamado ficção pode, assim, ser dividido, de forma tão racionalmente natural, em ficção intelectual, sentimental e {…} – a ficção,

 

[27v]

 

isto é, que se ocupa respectivamente do pensamento, do sentimento ou da vontade – ou dos esforços intelectuais, sentimentais {…}, ou de um {…}

 

_______

 

A ficção tem como finalidade (1) descrever a acção, referindo-se ao seu máximo {…} ou acção e a sentimentos apenas na medida em que correspondem a intenções, portanto, a sentimentos conectados, ligados directamente, à acção; ou (2) descrever sentimentos, isto é, aplicar-se mais do que a descrever de uma acção ou a estudar desígnios, a ligar o seu {…} com os pensamentos e sentimento que não se encontram directamente conectados com as acções, escrutinando claramente os sentimentos que acompanham as intenções e {…} dos nossos propósitos e as consequências que a vontade e o pensamento deixam na própria consciência; ou, então, (3) descrever {…}         

 

[1] will /action\

Classificação

Categoria
Literatura
Subcategoria
Genologia

Dados Físicos

Legendas

Documentação Associada

Bibliografia
Publicações
Fernando Pessoa, Histórias de um Raciocinador e o Ensaio «História Policial», edição e tradução de Ana Maria Freitas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2012, pp. 237-238.

Dados de produção

Cota
BNP-E3, 100 – 27
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