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Fernando Pessoa - Literary Theory

This digital edition of texts by Fernando Pessoa deals with the set of poetic theorizing writings from hisArchive and brings together essays, comments, notes, sketches and fragments about literature from the Portuguese author. The documents transcribed are in Fernando Pessoa’s Archive in the custody of the National Library of Portugal, with quota E3. All facsimiles are accompanied by a critical lesson and a paleographic transcription, which is available for download in the “PDF” field.

 

 

Medium
Fernando Pessoa
BNP/E3, 14-3 – 75-76
BNP/E3, 14-3 – 75-76
Fernando Pessoa
Identificação
[Sobre literatura em Portugal]

[BNP/E3, 143 – 75-76]

 

O outro – o das letras – sempre consegue saber de {…}. Salpica de um sal sabedor de intuições perto de certas uma geral incompreensão de cacique literário. Parte dos seus argumentos fazem com os do reitor uma disposição.

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Ter isto ardendo na alma – encontrá-lo na nossa emoção, destruí-lo com o raciocínio – e depois {…}

_______

{…} é para palavras {…} assim um malcriado reiterando, ou a um crítico com assumidas malcriações ou um estilo {…}

 

{…} de luva branca, suja…

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Queria então que os poetas de lírica fossem novos Camões, guerreiros-vates, {…} que fossem combatentes e querendo eles por isso obter o aplauso de psiquiatras?

Quanto mais alto um agressor, mais depreciado. O lírico seria, portanto, quando na mais alta saudade, o poeta ou o talento mais do que poeta e talento só fosse.

 

[75ar]

 

_______

Com o sr. Dr. Júlio de Matos dá-se o |inverso|[1]: inteligente em outros assuntos, especialíssimos para idiotia em matéria literária.

_________________
 

Saudade – (2) não é depressão.

       – (1) é tema simbólico.

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[76r]

 

Teria por legítimo {…}-os entre a parede da sua estupidez e a espada do meu raciocínio.

 

Deste modo julguei útil tratar o ungido da psiquiatria. E não tratados de extradição entre os géneros intelectuais!...

 

… como uma porta, meu caro amigo!

__________

Se há coisa que Pascoaes tenha dito e repetido é que a palavra saudade tem para ele um sentido muito largo, {…}. O mais de que o podem acusar – qualquer filólogo – é de ter dado a uma palavra uma extensão que ela não tem.

 

 

 

[1] |inverso| /contrário\

https://modernismo.pt/index.php/arquivo-almada-negreiros/details/33/4465
Classificação
Literatura
Dados Físicos
Dados de produção
Português
Dados de conservação
Biblioteca Nacional de Portugal
Palavras chave
Documentação Associada
Pauly Ellen Bothe, Apreciações literárias de Fernando Pessoa, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2013, pp. 205; 467.