
Reconstituição retabular imaginada por Almada Negreiros, à escala real e na parede da Capela do Fundador que Almada determinou, com reproduções fotográficas em alta definição. O arranjo respeita as últimas propostas do autor (de 1962), contemplando as figuras de D. João I e D. Filipa de Lencastre, bem como um pequeno quadrado preto, por baixo da figura Ecce Homo, provavelmente idealizando local para uma relíquia.
As imagens em alta definição foram gentilmente cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga, ou compostas a partir de desenhos de Almada Negreiros, impressas no Centro Português de Serigrafia e emolduradas pela Arte Periférica.

Vistas da Capela do Fundador.

Expositores com documentos de Almada Negreiros: desenhos, cadernos de artista, maquetes e reproduções fotográficas.


A presente exposição virtual resulta da adaptação de uma exposição temporária patente durante os anos de 2021 e 2022 na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha, com a curadoria de Simão Palmeirim.
Além da reconstituição em tamanho natural de um retábulo imaginado por Almada Negreiros - uma instalação com mais de dez metros de altura - os trabalhos de Almada expostos na Capela testemunham o longo e intenso processo de pesquisa do autor.
Desenhos, fotografias, cadernos de estudo e até maquetes tridimensionais realizadas por Almada foram expostas, muitas delas pela primeira vez.
As quinze obras que compõem o retábulo que Almada imaginou incluem várias pinturas primitivas (dos séculos XV e XVI), nomeadamente os icónicos Painéis de S. Vicente. Desde a sua descoberta, e ao longo do século XX, estes painéis geraram um interesse público muito intenso. Almada Negreiros também se dedicou a esta obra, ainda que de um ângulo completamente original: o da geometria.
Começando por um estudo de perspetiva dos painéis, Almada foi complexificando as suas análises geométricas. Com o tempo, foi juntando cada vez mais pinturas até definir um retábulo de quinze obras. Após visita à Batalha ficou convicto que o conjunto era destinado à parede Norte da Capela do Fundador, do Mosteiro da Batalha.
Esta exposição pretende celebrar o processo criativo de Almada e acessibilizar os seus trabalhos, esclarecendo o que o motivou durante décadas a uma continuada investigação que resulta no retábulo imaginado por si.



