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Pessoa - Edição 2

História da edição internacional

(até 2008)

BRASIL

A história da fortuna editorial de Fernando Pessoa no Brasil é  tão longa (ou mais) do que a da sua fortuna editorial em Portugal. Salientem-se apenas cinco marcos de referência na multiplicidade de edições brasileiras a partir de 1944.

Cecília Meireles foi a primeira no Brasil a incluir poemas de Pessoa na antologia “Poetas Novos de Portugal” (Edições Dois Mundos, Rio de Janeiro, 1944). Treze anos mais tarde, em 1957, a editora Agir (colecção “Nossos Clássicos”), publicava “Fernando Pessoa. Poesia”, antologia organizada por Adolfo Casais Monteiro, que conheceu numerosas reedições. Em 1960 surgiu o volume “Fernando Pessoa. Obra Poética”, editado pela José Aguilar, com organização, introdução e notas de Maria Aliete Galhoz, que constituiu o ponto essencial de partida para o muito de Pessoa que depois se publicou no Brasil.  Livro de referência, só é todavia fiável até à sua terceira edição (a de 1969), visto que a organizadora não teve qualquer intervenção nas reedições e reimpressões subsequentes. Em 1974, com organização de Cleonice Berardinelli, a Nova Aguilar editava “Fernando Pessoa. Obra em Prosa”, volume “irmão” da “Obra Poética” de 1960. Finalmente, em 1986 (quatro anos após a edição Ática), foi publicado pela editora Brasiliense O Livro do Desassossego, organizado por Leyla Perrone-Moisés.

Entre as edições brasileiras mais recentes, saliente-se a da Companhia das Letras, do Rio de Janeiro:  catorze volumes (três dos quais em formato de bolso).

 

FRANÇA

Como escreveu Eduardo Prado Coelho, se há um país que é a pátria estrangeira de Fernando Pessoa, ele é a França, onde se construiu a plataforma a partir da qual irradiou toda uma imagem internacional do Poeta. A primeira peça dessa plataforma foi, ainda em vida de Pessoa (1933), a publicação na revista  Cahiers du Sud, de Marselha, de sete poemas seus em tradução de Pierre Hourcade. Nove anos mais tarde, em 1942, Armand Guibert publicava em La Tunisie Française a sua versão de“Ela canta, pobre ceifeira”, iniciando um trabalho de tradução, exegese e promoção de Fernando Pessoa que o havia de ocupar a vida inteira. Entre 1955 e 1987, Guibert publicou onze volumes de traduções de poesia de Pessoa.

Foi em 1985, ano do cinquentenário da morte do Poeta, que começou em França aquilo a que Claude Jannoux chamou “a avalanche Pessoa”. O triplo motor  desse boom editorial foi a exposição “Fernando Pessoa poète pluriel”, no Centro Georges Pompidou, a tradução de Tabacaria” por Rémy Hourcade e a publicação de um artigo de página inteira no “Libération” de 11-12 de Maio, em que o crítico Jean-Pierre Thibaudat classificava o poema de Álvaro de Camposcomo “le plus beau texte du monde”.

Na difusão de Pessoa em França participaram de modo especial com edições em volume, entre outros, Rémy Hourcade , Jean-Louis Giovannoni, Emmanuel Hocquard, Joaquim Vital , Solange Triger , Simone Biberfeld, François Rosso, Henri Deluy, Bernard Sésé,  Inês Oseki-Dépré,  Béatrice Verne, Dominique Lecomte.

Foi em 1988 e 1989 que se iniciaram em França dois projectos maiores de tradução da obra de Pessoa, em verso e em prosa. Nas Éditions de la Différence, sob a direcção de Joaquim Vital, surgiu em 1988 o primeiro de três tomos das “Oeuvres complètes de Fernando Pessoa”, com traduções de Simone Biberfeld, Dominique Touati e Joaquim Vital de textos publicados em vida por Pessoa. O projecto, todavia, não teve seguimento.

O editor Christian Bourgois lançou em 1989 o projecto de publicação das obras poética e em prosa de Pessoa, sob a direcção de Robert Bréchon e Eduardo Prado Coelho. Foram publicados oito volumes, em traduções de Olivier Amiel, Michel Chandeigne, Dominique Goy-Blanquet, Françoise Laye, Pierre Léglise-Costa, Maria Antónia Câmara Manuel, Patrick Quillier  e André Velter.

Finalmente, o estatuto de Fernando Pessoa como figura universal da literatura foi definitivamente consagrado em 2001 com a sua entrada da sua obra na Bibliothèque de la Pléiade (Gallimard): as suas Oeuvres poétiques reunidas num volume de 2074 páginas, com organização, tradução e notas de Patrick Quillier e prefácio de Robert Bréchon.

 

ESPANHA E AMÉRICA LATINA

Ainda em vida de Fernando Pessoa, Rogelio Buendía publicouem 1923 em La Província (Huelva) a tradução de algumas das Inscriptions. A segunda tradução castelhana de Pessoa (do poema “Qualquer música”) foi publicada por Rafael Morales em 1944, na revista Garcilaso, de Madrid. Dois anos mais tarde, em 1946, Joaquín de Entrambasaguas traduziu  poemas pessoanos nos Cuadernos de Literatura Contemporànea. Mas foi só em 1957 que Pessoa foi publicado em volume: os “Poemas de Alberto Caeiro”,em tradução de Ángel Crespo, que até ao fim da  vida traduziu o Poeta e estudou a sua obra.

Até 1972, ano em que foi publicada em Espanha a segunda antologia pessoana (Fernando Pessoa. Poemas, em tradução de Rafael Santos Torroella), Pessoa apenas tenha sido publicado na Argentina e no México, em volume, em tradução castelhana: Fernando Pessoa. Poemas, em tradução de Rodolfo Alonso (Buenos Aires, 1961), Fernando Pessoa. Antologia, de Octávio Paz (México, 1962), esta última precedida do ensaio que se tornou um clássico pessoano “El desconocido de si mismo”; e, também no México, a tradução da “Oda Marítima” publicada por Francisco Cervantes.

Muitos tradutores espanhóis ou de países de fala espanhola têm traduzido Pessoa em volume: entre eles, em Espanha, Rafael Santos Torroella, José António Llardent, Ángel Campos Pámpano, Pablo del Barco , Miguel Ángel Viqueira, José Luís García Martin, Domingo Santos, David Pujante e Cármen Torres, Rosa Maria Sánchez Aliaga, Estéban Torre, Fernando Vallejo, Cármen Martín Gaite, Rogelio Ordóñez Blanco, Luís A. Diéz e José Luís Parga, Alfredo Rodriguez López-Vazquez, Jesus Munárriz, Jorge Gimeno, Perfecto E. Cuadrado e Luís Mateos;  na Venezuela, Santiago Kovadlof; e no México Carlos de Montemayor e Francisco Cervantes.

A prosa teóricas de Fernando Pessoa tem merecido a especial atenção dos tradutores de língua castelhana José Ángel Cilleruelo, Nicolás Extremera Tapia, Enrique Nogueras Valdivieso e Luísa Trias Folch,  Andrés Ordóñez e R. Villagrassa.

Na falta de edições abrangentes da poesia ortónima e heterónima (como existem em França), existe em Castelhano uma edição da obra completa de Álvaro de Campos, em três volumes, da autoria de Adolfo Montejo Navas.

                                              

ITÁLIA

Cabe a M. Gasparini a honra da primeira tradução italiana de Pessoa (quatro poemas ortónimos), publicada em Milão, em 1945, in “Poesia. Quaderno Secondo”. Em 1957, Enrico Cicogna foi o autor de uma pequena antologia de poemas do ortónimo e dos heterónimos, sob o título “Ferdinando [sic] Pessoa. Il Guardiano di Greggi”.

Dez anos mais tarde, em 1967, Luigi Panarese  publicou uma vasta antologia bilingue, “Poesie di Fernando Pessoa”, que veio a ter sucessivas reedições e constituiu, até 1979, a única vulgata da obra de Pessoa em italiano.

Em 1979, a editora Adelphi, de Milão, publicou o primeiro volume de “Fernando Pessoa. Una sola moltitudine”, da autoria de Maria José de Lancastre e António Tabucchi (seguida do segundo volume em 1984). Com esta obra e com as que depois publicou, Tabucchi tornou-se o grande paladino de Pessoa em Itália, não apenas em termos de tradução, mas também de uma vasta ensaística e até de uma excelente novelística: em tradução publicou, em 1988, “Il Marinaio, “Il poeta è un fingitore”, “Lettera a la Finanzata” e “Nove poesie di Álvaro de Campos e Sette poesie ortonime”. Foi Maria José de Lancastre quem revelou aos leitores italianos, “Il Libro dell’Inquietudine“ (1986) e o “Faust” pessoano (1989).

Outros tradutores pessoanos em Itália foram Amina Di Munno, Leopoldo Carra, Cláudio M. Valentini,  Maria Vittoria Altieri, Sandro Naglia, Aurélio Andreoli, Andrea Chiacci Ugo Serani, Silvano Peloso, Luciana Stegagno-Picchio e Paolo Collo.

A partir de 1994, Brunello de Cusatis dedicou-se à tradução e divulgação dos textos sociológicos, esotéricos, políticos e empresariais de Pessoa.    

                  

INGLATERRA E ESTADOS UNIDOS

Continua por explicar a dificuldade que penetração da obra de Fernando Pessoa – poeta de formação inglesa, bilingue em Português e em Inglês - encontrou, até tempos recentes, nos dois grandes países anglófonos: o Reino Unido e os Estados Unidos da América.

A primeira tradução em Inglês de um poema de Fernando Pessoa (o “Epitáfio de Bartolomeu Dias”, da “Mensagem”), publicada fora de Portugal, foi-o em 1955, por Leonard S. Downes nas páginas de Adam. International Review, de Londres.  No mesmo ano, Edouard Roditi (que haveria de colaborar com Paul Celan nas traduções em Alemão), revelava três poemas na revista Poetry, de Chicago.

Dois anos depois, em 1957, o poeta sul-africano Roy Campbell, incluía algumas traduções de Pessoa no seu livro Portugal. Novo hiato de três anos e Ernesto Guerra Da Cal traduzia e comentava dois poemas ortónimos na obra colectiva The Poem Itself, publicado pela Penguin em Inglaterra e nos Estados Unidos. Cinco anos mais tarde, em 1965, Thomas Merton traduzia uma selecção de poemas de Alberto Caeiro, reproduzida no ano seguinte pela  revista New Directions, de Nova York.

Foi só em 1971 que se publicou, em Inglaterra, a primeira antologia substancial em Inglês, devida ao poeta e tradutor Jonathan Griffin; quatro brochuras com traduções do ortónimo e dos três heterónimos. Griffin haveria de prosseguir a sua tarefa pessoana, traduzindo em 1974 “Fernando Pessoa. Selected Poems” e em 1982, “Fernando Pessoa. Notes for a Dramatic Poem on Faust”. Em 1992 foi postumamente publicada a sua tradução da “Mensagem” em que se ocupara durante mais de vinte anos.

No mesmo ano em que Jonathan Griffin publicava a sua antologia, o poeta Edwin Honig deu, nos Estados Unidos, a primeira de uma longa contribuição às traduções pessoanas, com a publicação de “Selected Poems by Fernando Pessoa” (mais tarde, em 1986, em colaboração com Susan M. Brown, publicou “The Keeper of Sheep by Fernando Pessoa” e “Poems of Fernando Pessoa”;  e em 1988, “Always Astonished. Selected Prose by Fernando Pessoa”).

Salientem-se ainda a vasta antologia “Fernando Pessoa. Selected Poems”, publicada em 1971 por Peter Rickard em Inglaterra e nos Estados Unidos ; e o volume “Fernando Pessoa. Sixty Portuguese Poems” de F.E.G. Quintanilha (Cardiff). Nos Estados Unidos, George Monteiro publicou em 1988 (ano do centenário), “Fernando Pessoa. Self-Analysis and Thirty Other Poema”, em edição da Fundação Calouste Gulbenkian e “Fernando Pessoa. A Tribute. 10 Poems translated on the Occasion of the 10th Anniversary of His Birth”, numa edição especial de 20 exemplares.

O ano de 1991 caracterizou-se por um inusitado acontecimento editorial: a publicação não apenas de uma, mas de quatro primeiras versões em Inglês, do “Livro do Desassossego”: nos Estados Unidos, a de Alfred Mac Adam e no Reino Unido, as de Margaret Jull Costa, Iain Watson e Richard Zenith. Com excepção da última, tratou-se de versões antológicas; a primeira versão de Zenith (correspondente à edição portuguesa da Ática) haveria de conhecer em 2001 e 2003, duas sucessivas edições, corrigidas e aumentadas, publicadas em simultâneo nos dois países. Deve-se ainda a este tradutor e crítico pessoano a antologia “Fernando Pessoa & Co.” (1998), “The Selected Prose of Fernando Pessoa” (2001), “The Education of the Stoic” (2004) e “A Little Larger Than the Entire Universe” (2006).

Entre outros tradutores de Pessoa para Inglês, em volume autónomo, citem-se  Jean Longland, nos E.U.A., e Suzette Macedo,  James Greene e Clara de Azevedo Mafra, no Reino Unido.

 

PAÍSES DE LÍNGUA ALEMà     

Cabe a Georg Rudolf Lind e ao seu editor suíço Egon Ammann, o mérito de ter lançado Fernando Pessoa em países de língua alemã, num projecto editorial de vastas dimensões. Já em 1962 e 1965, Lind publicara na Alemanha duas antologias bilingues: “Fernando Pessoa. Poesie” e “Fernando Pessoa. Dichtungen”. Mas foi em 1985 que a editora suiça Ammann Verlag publicou, em traduções de Lind, “Das Buch der Unruhe”, “Alberto Caeiro. Dichtungen. Ricardo Reis. Oden”“Algebra der Geheimnisse” (1986), “Álvaro de Campos. Poesias. Dichtungen” (1987), “Dokumente zur Person und Ausgewahlte Briefe”(1988), “Esoterische Gedichte. Mensagem. Botschaft. Englische Gedichte” (1989) e “Faust. Eine Subjekive Tragödie” (1990). Em publicação póstuma saíram, com a colaboração de Josefina Lind e Frank Henseleit-Lucke, “Briefe An Die Braut”(1995), “144 Vierzeiler” (1996); “Herostrat. Die Asthetsche Diskussion”e “Die Stunde Des Teufels und Andere Selsmae Gesischten”(1997).

O poeta alemão Paul Celan traduziu e publicou alguns poemas de Pessoa, com a colaboração de Edouard Roditi. Outros tradutores de Pessoa para alemão são Reinhold Werner (“O Banqueiro Anarquista” e “A Very Original Dinner”, 1986), Karin von Schweder-Schreiner “Lisbon: What the Tourist Should See”, 1995 (também traduzido por Hans Jurgen Balmes e Sabine Dorlemann em 1996), e Inês Koebel (“Das Buch der Unruhe”, 2003 e “Álvaro de Campos. Poesia. Pesie”, 2007).

 

OUTROS PAÍSES

Bulgária. Foi em 1977 que o escritor e crítico literário Georgi Mitzkov deu a conhecer Fernando Pessoa em tradução búlgara, no volume antológico “Fernando Pessoa. Pazachet Na Stada. China (Macau). Os primeiros versos de Fernando Pessoa em língua chinesa foram incluídos em 1959 por Luís Gonzaga Gomes numa edição especial da “Mensagem”. Em 1986, o texto integral desta obra foi traduzido e publicado por Jin Guo Ping, que no mesmo ano publicou uma “Antologia Poética de Fernando Pessoa” em Chinês. Croácia. Em tradução de Mirko Tomasovic, foi publicada em 1982 a primeira antologia de Pessoa em Croata, sob o título “Fernando Pessoa. Dvije Poeme Álvara de Campos”. Dinamarca. Peter Poulsen foi o primeiro tradutor de Pessoa em Dinamarquês, com a publicação, em 1977, em Copenhague, de “Fernando Pessoa. Tobaksforreting. Digte af Álvaro de Campos”. Eslovénia. Em 2001, Barbara Jursic Terseglav  traduziu para o Esloveno “Fernando Pessoa. Knjiga Nespokoja”, versão antológica do “Livro do Desassossego”. Espanha. Em outras línguas além do Castelhano, Pessoa foi traduzido pela primeira vez em Aragonês em 1984, por Francho Nagorelaín (na revista Fuellas), em Asturiano por Xuan Bello  (na revista Lletres Asturianes) e em Catalão por Salvador Jàfer (na revista Raval). Em 1985, A. Iribar, J. Azkona,Joseba Sarrionandia, e Juan Manuel Basurko, publicavam em três revistas do País Basco traduções de poemas em Euskadi. A primeira antologia em Catalão deve-se a Joaquim Sala-Sanahuja (“Fernando Pessoa. Poemes d’Álvaro de Campos”), publicada em 1985. Estónia. Em 1973, em Tallin, Ain Kaalep revelou Pessoa na antologia “Fernando Pesssoa. Auto-Psühhgraafia”. Finlândia. As primeiras traduções em Finlandês foram publicadas em 1974 por Pentti Saaritsa, no volume “Fernando Pessoa. Hetkien Vaellus”. Grécia. A primeira antologia pessoana em Grego foi a de F.D. Drakoiades (1980). Hungria. As primeiras traduções de Pessoa em Húngaro são as de Ágnes Nemes Nagy, publicadas em 1964 na revista Nagyvilág; em 1969 foi publicada por Gyïorgy Somlyó, uma antologia sob o título “Fernando Pessoa. Ez Az Ösi Szorongás” (“Esta velha angústia”). Índia. Foi Sharad Chandra quem publicou as primeiras traduções de Fernando Pessoa em Hindu, em 1995, na revista Nav Bharat Times. No mesmo ano, Savon Sanyal, Rita Sanyal e Amit Banerjee traduziram Pessoa em Bengali, na antologia de poesia portuguesa “Bis Sataker Portuguese Kabita”. Israel. Em 1993, em Jerusalém, Yoram Bronowski e Francisco da Costa Reis, deram a conhecer Pessoa em Hebraico, com a antologia “Kol Halomot Haolam” (“Todos os sonhos do mundo”). Japão. Devem-se a Mineo Ikegami, as primeiras traduções em Japonês, no volume “Mar Português. Poesias de Fernando Pessoa” (1985). Letónia. Em 1983, Leons Briedis publicou em Riga a primeira antologia pessoana em Letão, sob o título “Fernando Pessoa. Zudasais Darz” (“O Jardim Perdido”. Marrocos. A primeira tradução de Fernando Pessoa em Árabe é da autoria de El Mehdi Akhrif, publicada em Casablanca em 1996. Noruega. Henning Kramer Dahl publicou em Oslo, em 1988, a antologia pessoana em Norueguês “Fernando Pessoa. Det Er Ikke Meg Jeg Forestiller”. Países Baixos. O pioneiro de Fernando Pesoa em Neerlandês foi August Willemsen, que iniciou em 1978 com o volume “Fernando Pessoa. Gedichten”, uma longa carreira de tradutor pessoano. Paquistão. Em Ismabad, em 1997, Anwer Zahidi traduziu para Urdu“Fernando Pessoa. Poems”Polónia. O tradutor pioneiro de Pessoa para Polaco foi Witold Wirpsza, em 1985, com a “Ode Marítima” publicada na revista Archipelag (de Berlim). Em 1995, Janina Z. Klawe publicava em Varsóvia a primeira versão antológica do “Livro do Desassossego”. República Checa. Josef Hirsal e Pavla Limidlová publicam em Praga, em 1968, a primeira antologia poética em Checo: “Fernando Pessoa. Heteronyma”. Roménia. Foi Roxana Eminescu quem primeiro traduziu Pessoa em Romeno, no volume antológico “Fernando Pessoa. Ploaie Oblica”, publicado em Bucareste em 1980. Suécia.  Em Estocolmo, Arne Lundgren publicou em 1973 a antologia “Fernando Pessoa. Ett Diktaröde”. Turquia. O tradutor pioneiro de Pessoa em língua turca foi Isik Erguden, com a publicação de “Fernando Pessoa. Seytanin Saati” (“A Hora do Diabo”). União Soviética. Em 1974, a antologia “A Poesia Portuguesa do Século XX” inclui poemas de Pessoa em tradução de Anatoli Gueléskul, Guennadi Chimákov, Yuri Levitanski e Elena Gólubeva.  A primeira antologia pessoana, traduzida para Russo por Evgéni Vitkovsky,  Anatoli Gueléskul, B. Dubin, V. Reznitchenko, Yuri Levitanski, Leonid Tzyvián e Boris Slutsky foi publicada em 1978. Vietnam. Foi em Paris, em 1992, que Diêm Châu publicou a primeira tradução de Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) em Vietnamita, no volume “Fernando Pessoa. Ngu’òi Chan Giu’ Dàn Thú. Và nhu’ung bài khác cua Alberto Caeiro”.

Saliente-se, por fim e a título de curiosidade, a obra Carmina Pessoa. 35 Poemas de Fernando Pessoa em Latim, publicada em por Silva Bélkior (Lisboa, 1985).

 

José Blanco