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  Arquivo Virtual da Geração de Orpheu

 

 

Joaquim Manso (1878-1956)

 

Jornalista e escritor, foi ordenado padre em Coimbra, onde fez estudos de Teologia. Posteriormente, formou-se em Direito, em Lisboa,  chegando a  dedicar-se à advocacia. Em 1921, depois de colaborar em jornais como A Capital e A Pátria, fundou o Diário de Lisboa, que dirigiu até morrer, escrevendo principalmente os editoriais e comentários da primeira página. Publicou também relatos de viagens, Terras de África (1925), além de obras sobre a Grande Guerra - A Alemanha perante a Europa (1914), A Bélgica Heróica (1916) – e outras, como Portugal no Brasil (1927), Cartilha Colonial (1927), História da Colonização dos Portugueses na América do Sul, em 3 volumes (1951). Associado normalmente ao grupo «lepidóptero» de João de Barros, Sousa Pinto, Júlio Dantas ou Afonso Lopes Vieira, é apelidado por Pessoa e Sá-Carneiro de Reverendo Manso e alvo da troça dos dois em diversas ocasiões. É o caso do artigo de Sá-Carneiro, «O Teatro-Arte», inserido no jornal O Rebate, de 28-11-1913, e do comentário que este merece a Pessoa numa carta-rascunho, provavelmente da mesma altura: «Pois v. não vê que para esta gente o apreciar v. precisa ou fazer conferências ou plagiar como o J. de B., asnear na capital como o Manso que veio de Coimbra» (C I 102). No entanto, participou em banquetes modernistas, como o oferecido a Ramón Gómez de la Serna em 31 de Janeiro de 1925, e teve livros seus ilustrados por Almada, como O Fulgor das Cidades.

 

 

Manuela Parreira da Silva