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Alfred Lord Tennyson (1809-1892)

Poeta inglês. Começou cedo a escrever poesia tendo publicado o primeiro livro, Poems by Two brothers, juntamente com os irmãos, em 1827. Estudou em Cambridge. Em 1830, publicou Poems, Chiefly Lyrical e, em 1832, uma grande colecção de poesias que sofreu uma severa crítica no Quarterly Review. Como consequência dessa crítica, esteve dez anos sem publicar. Sobressaem, na sua vasta obra, os seguintes títulos: In Memoriam, em honra do seu amigo Arthur Hallam, que morreu novo, The Lady of Shalott, The Lotos-eaters, Locksley Hall, Ulysses, The Charge of the Light Brigade, Maud and Other Poems, Idylls of the Kings e The Holy Grail and Other Poems, baseado na lenda arturiana. Em 1850, foi nomeado Poeta Laureado. Em 1883, recebeu o título de barão e entrou para a Câmara dos Lordes. A sua vasta produção literária é representativa dos princípios morais e dos valores do Império Britânico na época vitoriana. A obra de Tennyson, muito admirada nessa época, começou a ser menos apreciada nos tempos que se seguiram. Fernando Pessoa traduziu “Godiva” para a Biblioteca Internacional de Obras Célebres, antologia publicada no Brasil, e esboçou a tradução de “Break, Break, Break”. Num registo dos autores que o influenciaram, Pessoa coloca Tennyson em 4º lugar, nos anos 1904-1905. No ensaio Erostratus, Pessoa questiona qual o lugar que a obra de Tennyson ocuparia numa futura antologia inglesa completa e, a propósito do valor da concisão para a captação do interesse do leitor, compara a beleza luminosado breve poema “Morte d’Arthur”, de Tennyson, com a escrita competente, mas enfadonha do longuíssimo Idylls of the King. Num texto atribuível a Charles Robert Anon (v.), Pessoa considera que In Memoriam é um exemplo da profundidade de Tennyson. Dá “Tithonus” e “Oenone”, do mesmo autor, como exemplos da sua perfeição semi-sensual, mas considera que Idylls of the King, obra mais tardia, revela já uma decadência poética geral. Num ensaio sobre os graus da poesia lírica, Tennyson é colocado no 3º grau, aquele em que o poeta se despersonaliza.

 

Fernando Pessoa, Heróstrato e a Busca da Imortalidade, edição Richard

Zenith, Assírio & Alvim, 2000.

Companion to Literature in English, Wordsworth Editions, Cambridge University

Press, Londres, 1994.

Companion to Literature in English, Wordsworth Editions, Cambridge University

Press, Londres, 1994.